quinta-feira, 17 de março de 2011

PT quer Lula na reforma política


PT quer Lula na reforma política
O Partido dos Trabalhadores vai pedir ajuda ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para buscar apoio da sociedade e das demais legendas a quatro propostas que o partido pretende incluir na reforma política: voto proporcional com lista fechada; financiamento público de campanha; fidelidade partidária; e fim das coligações proporcionais. A estratégia foi decidida pelos líderes do partido no Senado, Humberto Costa (PE), e na Câmara, Paulo Teixeira (SP), e contará com a atuação coordenada dos representantes do PT nas comissões de reforma do Senado e na Câmara.

Em entrevista divulgada no site da liderança do PT, Humberto Costa diz que o ex-presidente poderá ser "um grande aglutinador desse debate sobre a reforma política". Ele diz ainda que as quatro propostas foram aprovadas em congresso do partido e resumem aspectos que a legenda defende para fortalecer a democracia no país. "Vamos trabalhar na linha de divulgar, de dar publicidade a esses posicionamentos e produzir argumentos para defesa dessas ideias, já que, em alguns desses pontos, o próprio senso comum avalia de forma muito pré-concebida ou preconceituosa as posições do PT", disse.

O voto em lista, por exemplo, enfrentaria resistências pelo desconhecimento do conjunto da proposta, conforme o senador. "Defendemos o voto em lista, mas entendemos que a legislação deve prever como será feito esse processo. Por exemplo, é necessário que se garanta a participação das minorias que compõem os partidos. A lista deve ser construída de acordo com o critério de proporcionalidade. Deve levar em consideração outros aspectos, entre eles a presença das mulheres dentro dessas listas", disse o líder.

Voto proporcional e voto majoritário serão discutidos em reunião da Comissão de Reforma Política do Senado marcada para a próxima terça-feira (22). No mesmo dia, os senadores também discutem as coligações partidárias. Humberto Costa explica a posição do PT pelo fim das coligações argumentando que elas representam "a própria negação do voto proporcional e a própria negação da existência dos partidos".



Fonte: Época

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