adriano abreu
Realidade do CDP da Ribeira é lamentável e requer providência
Segundo a diretora do CDP, Dinorá Simas, eram 3h30 da madrugada de ontem quando os presos fugiram. “Recebemos a informação à tarde de que eles fugiriam. Realizamos a revista, mas em um descuido dos agentes, eles escaparam”, afirmou. Francisco Charlyson já havia fugido da mesma unidade no dia 10 de dezembro, data da última fuga registrada.
Ele responde por assalto à mão armada em uma loja de jóias no supermercado HiperBomPreço. Já Carlos Eduardo, o outro fugitivo, responde por latrocínio, praticado no último dia 16. Ele é acusado de ter matado a facadas um vigilante em Ponta Negra.
Ambos estavam na cela de triagem com outros 10 detentos e conseguiram escapar. Três policiais militares e três agentes estavam de plantão na noite do ocorrido.
A diretora Dinorá afirmou que tomará as medidas cabíveis para responsabilizar os funcionários pela fuga. “Abrirei sindicância para investigar o caso. Mas de antemão, culpo os funcionários” disse, enquanto, por outro lado, descartava um trabalho conjunto dos agentes com os bandidos.
O pátio possui um sistema de vigilância eletrônica através de câmeras, mas não foi suficiente para alertar os funcionários do CDP.
Com nove celas, o centro de detenção tem 121 presos. “Temos capacidade de ter aqui 60 pessoas. Mas tal realidade existe desde quando foi criado, em janeiro de 2007”, lamentou Dinorá, diretora desde 2008.
No último dia 17, onze presos fugiram do Centro de Detenção Provisório (CDP) do bairro Pitimbu, região conhecida como Cidade Satélite. Eles conseguiram fazer um buraco pela parede e escaparam durante a madrugada. Dada à fragilidade, o centro foi fechado e não abriga mais criminosos.
fonte: tribuna do norte
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