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sexta-feira, 23 de maio de 2014

condições de trabalho de PM’s do RN leva a “síndrome do esgotamento”

Por Jornal de Hoje via Gaucia Paiva
Salários baixos, falta de estrutura adequada e o estresse normal da profissão. A atual situação da Polícia Militar do Rio Grande do Norte é um ambiente ideal para o desenvolvimento de uma síndrome desconhecida para a maioria, mas que pode influenciar diretamente na qualidade do serviço prestado pelos policiais do Estado.
“Ainda estamos na fase final para lançar o resultado da pesquisa que fizemos. Mas o que posso adiantar é que a maioria dos policiais que entrevistamos está na fase inicial de desenvolvimento da Síndrome de Burnout”. A afirmação é da estudante Júlia Braz, do 9º período do curso de Fisioterapia da UNI-RN, que juntamente com a colega de turma, Julyana Kelly, escolheu “A Análise de Risco do Desenvolvimento da Síndrome de Burnout em Policiais de Natal” como tema do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).
Burnout é um conjunto de sinais e sintomas psicológicos e emocionais, que incluem desgaste físico e fadiga. O problema leva ao esgotamento profissional e está entre as Doenças Profissionais Relacionadas ao trabalho (DORT). Ele se desenvolve exclusivamente em profissões nas quais os trabalhadores precisam lidar diretamente com a população, situação que acontece com as atividades policiais.
“Queríamos fazer um TCC no sentido da fisioterapia de prevenção, que não é muito estudada. Então começamos a pesquisar e a Julyana achou essa Síndrome de Burnout, que nós não conhecíamos. Começamos a estudar e vimos que é uma síndrome de esgotamento profissional, que atinge muitas pessoas que trabalham na área da saúde e também da educação. Muitos professores deixam de trabalhar por conta dos sintomas dessa síndrome. Mas queríamos trazer o foco diferente, foi aí que escolhemos estudar a Síndrome na Polícia Militar”.
O estudo, que além de entrevistas, também conta com um questionário, foi feito no Batalhão de Polícia de Choque do RN (BPChoque). Um total de 69 policiais responderam as perguntas das estudantes. “Eles (os policiais) reclamaram da questão da estrutura, que não é a ideal para o trabalho. As condições não oferecem um mínimo conforto para eles. Durante o período de greve (em abril os policiais pararam por 12 horas), eles também questionaram a questão da alimentação e do fardamento. Eles explicaram que não tem fardamento para todo mundo e muitas vezes precisavam comprar do próprio bolso. Era uma situação realmente precária. Como disse, ainda não fechamos a pesquisa, mas sem dúvida alguma as condições de trabalho dos policiais ajuda no desenvolvimento da Síndrome de Burnout”, destacou Julyana Kelly.
Além das condições de trabalho, o estresse pelo qual os policiais do BPChoque passam também influencia no surgimento da síndrome. “O BPChoque é um batalhão que lida diretamente com a população. É um batalhão de ação mais ostensiva, que é chamado em situação de maior risco. Além disso, os policiais também reclamaram do excesso de trabalho. Eles falam que trabalham 24 horas. Que chegam as 7h de um dia e saem de 7h do outro, mas isso nem sempre acontece, já que eles ainda precisam esperar os outros chegarem. Também tem a questão de outros serviços. Muitos policiais que eram para estar de folga, precisam trabalhar em outros eventos, como um jogo na Arena das Dunas. Os policiais reclamaram que trabalham muito e ganham pouco”, explicou Júlia.
Três fatores caracterizam bem essa síndrome, são eles: a exaustão emocional, a despersonalização e a diminuição da realização pessoal. A exaustão emocional (EE) caracteriza-se por fadiga intensa, falta de forças para enfrentar o dia de trabalho e sensação de estar sendo exigido além de seus limites emocionais. A despersonalização (DE) caracteriza-se por frieza, dureza no contato, distanciamento emocional e indiferença nas relações com os colegas de trabalho ou com os usuários do serviço; a diminuição da realização pessoal (RP) se expressa como falta de perspectivas para o futuro, frustração e sentimentos de incompetência, percepção de um desempenho insatisfatório e fracasso.
Existem determinadas pessoas que são mais propensas a desenvolverem a Burnout. “Quem for solteiro tem maior disposição para desenvolver, pois não tem uma base, uma pessoa do lado para apoiá-lo em um momento complicado, de estresse. A idade também, quanto mais velho maior a frustração. O sexo é outro fator, se for do sexo feminino está mais sujeito a desenvolver, pois a mulher é cobrada tanto dentro de casa quanto no trabalho”. Destacou Júlia Braz.
O relatório do TCC, que será apresentado apenas depois da Copa do Mundo, também será enviado para o BPChoque. A intenção é que possa ser feito um trabalho de prevenção para que a Síndrome de Burnout não atinja um nível maior. “Como o policial fica muito estressado, ele pode desenvolver problemas no corpo. Ele pode ter uma gastrite nervosa, pressão alta. Tudo isso por um problema emocional. Quando chega nesse estágio, o tratamento seria análises psicológicas, medicamentos que são estimuladores do sistema nervoso e afastamento dos trabalhos”, afirmou Júlia.
No limite físico e mental
Para falar sobre a pesquisa que está sendo feita no BPChoque, o Jornal de Hoje entrou em contato com o major Marlon, subcomandante do BPChoque. Ela afirmou que os policiais do batalhão realmente são muito exigidos fisicamente. “O BPChoque trabalha em várias situações. Atua no combate ao crime, nas fiscalizações. Entramos em presídios para que as revistas possam ser feitas. Trabalhamos em manifestações e em eventos. Também trabalhamos muito a parte física aqui. Então eles estão sempre no limite físico”, destacou.
O emocional também é outro fator que é muito trabalhado, principalmente para que os policiais consigam manter a calma em determinadas situações. “Temos os exemplos das manifestações. Tem muitos manifestantes que participam desses movimentos exclusivamente para provocar a polícia. Os nossos policiais são xingados e muitos levam cusparadas na cara. Imagina o desgaste emocional em uma situação dessas. O policial está sendo agredido e tem que se manter calmo para não causar uma situação ainda pior”.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Princesa Isabel - PB: Polícia tem nomes de outros suspeitos de praticarem assalto e aterrorizar população

As polícias da Paraíba e de Pernambuco, que estão trabalhando integradas na busca aos bandidos que atacaram a cidade de Princesa Isabel, já tem os nomes dos suspeitos de praticarem o crime e também informações sobre a participação deles em outras ações criminosas no interior dos dois Estados. Com as informações colhidas ontem, a polícia intensificou as buscas na região, que faz divisa entre os Estados.

Cerca de 20 policiais serão organizados em grupos especiais que ficarão em áreas estratégicas para evitar a saída dos criminosos, caso eles ainda estejam na região, e outros PMs serão encaminhados para localidades onde integrantes do grupo criminoso, podem estar escondidos.

De acordo com o comandante do Policiamento Militar Regional do Sertão (CPR2), coronel José de Almeida Rosas, a polícia acha que uma parte da quadrilha ainda está na região entre as cidades pernambucanas de Carnaíba e Flores, e, por isso, a caçada continua na área. “Pode ser que os principais membros dessa quadrilha que assaltou os bancos em Princesa Isabel, não estejam mais na localidade, mas acreditamos que alguns integrantes do bando ainda estejam por lá e, por isso, continuamos as buscas sem parar. Temos conseguido algumas informações importantes, como nomes de suspeitos e atuação deles em outros crimes do tipo, e estamos trabalhando com elas para chegar até eles. Estamos juntando todas as informações para montar o quebra-cabeça”, afirmou o comandante.
Segundo o coronel, durante este final de semana, os 120 policiais, entre eles, homens da segurança pública de Pernambuco, serão divididos em grupos espalhados por pelo menos 10 pontos estratégicos entre os Estados, na tentativa de prender suspeitos que ainda possam estar na região. “Acreditamos que, nos próximos dias, poderemos ter uma resposta para esse caso. Já temos um preso suspeito, que apesar de negar participação no crime, sempre apresenta discurso contraditório em relação à sua procedência. Ele está detido na Central de Polícia de Patos, para averiguação”, afirmou o coronel.
Na última sexta-feira, a Polícia Civil divulgou que o valor roubado pela quadrilha nas agências do Banco do Brasil e do Bradesco, foi R$ 1,1 milhão. A invasão aconteceu na manhã da terça-feira passada.


Por Daniel Motta, Jornal Correio da Paraíba

quinta-feira, 19 de julho de 2012

RN: GOVERNADORA CONFIRMA PAGAMENTO DO SUBSÍDIO E DEIXA INATIVOS DE FORA

 
A governadora Rosalba Ciarlini confirmou que o Executivo irá pagar o subsídio dos policiais militares na folha do mês de julho.

Rosalba Ciarlini admitiu que não há prazo para começar a pagar o subsídio para os militares inativos.

“Para os inativos a nossa
equipe ainda está fazendo
os cálculos”, Rosalba Ciarlini.

O governo tem a obrigação de respeitar os policiais inativos, estes policiais trabalharam 30 anos servindo ao estado e a sociedade. E merecem receber o subsídio a partir de julho!


*Fonte: CBHeronides

quarta-feira, 18 de julho de 2012

SUBSÍDIO DOS POLICIAIS E BOMBEIROS MILITARES É IMPLANTADO NO RN

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A governadora Rosalba Ciarlini implantou o subsídio na folha de pagamento dos policiais e bombeiros militares.

“O subsídio é uma conquista de toda categoria militar do nosso estado. E a nossa próxima meta será plano de carreira e promoções dos praças. Visando o reconhecimento dos anos de serviços prestados a corporação e a sociedade. Dando ao soldado uma perspectiva de crescimento”.
 
*Fonte: CBHeronides

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Campina Grande - PB: Traficante é preso pela polícia após atitude suspeita

                                                          
No final da noite desta terça-feira (10), foi preso na comunidade Papelão, no bairro Santa Rosa, em Campina Grande/PB, o desocupado Willami Tavares da Costa, 43 anos.

Segundo informações dos policiais do 2º BPM, viaturas da Força Tática estavam fazendo rondas de rotina pela localidade quando avistaram o acusado em atitude suspeita.

Durante a abordagem pessoal em Willami, os policiais encontraram 200g de crack, 150g de maconha, R$ 505 em espécie, 4 celulares, 2 câmeras digitais, 1MP4 e 14 relógios.

De acordo com a PM, os objetos encontrados com o traficante foram fruto da venda de drogas.

O acusado foi encaminhado para a Central de Polícia de Campina Grande/PB.


Do blog com informações do Portalcorreio

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Maranhão em crise: Polícia Civil se une à PM em greve

Parece que a tendência da crise vivida na relação entre o governo Roseana Sarney e os profissionais de segurança pública do Maranhão é se agravar:´além da Polícia Militar, que desde a semana passada ocupa a Assembléia Legislativa em reivindicação, a Polícia Civil do estado também entrou em greve, e neste momento muitos dos seus servidores estão também acampados na Assembleia:


Policiais civis chegaram a Assembléia Legislativa. Eles realizaram uma assembléia geral e sairam em carreata até o prédio do poder legislativo.


Os policiais civis foram recebidos com grande festa, carraão de som, buzinas e gritos de “vem!”.


Policiais civis e militares esqueceram as rusgas históricas e se abraçaram festivamente.
Foto: Louremar Fernandes



Foto: Louremar Fernandes
Com a postura inflexível do Governo (que só admite alguma ‘negociação’ com o fim da greve), e com a ameaça de punição disciplinar e até demissão dos policiais que aderirem ao movimento, a resistência dos manifestantes  parece crescer, recebendo cada vez mais adeptos em todo o estado, inclusive do Batalhão de Polícia de Choque.


Em referência aos movimentos que estão ocorrendo no Oriente Médio, onde seus povos estão se libertando de ditadores através de manifestações populares nas ruas, já se fala em uma “Primavera Maranhense”, com a realização de uma grande passeata tendo como mote a expressão "Fora Roseana Sarney!": é a adesão da população local à mobilização iniciada por policiais militares.


A OAB estadual emitiu nota exigindo solução para o impasse, e a bancada federal maranhense tentará intervir no conflito. Enquanto a situação não é resolvida, o Exército e a Força Nacional estão patrulhando as ruas do estado. 

Se não houver maleabilidade nas negociações, a crise pode se generalizar, havendo consequências políticas irreparáveis. Como ocorreu com alguns ditadores do Oriente Médio, parece que o governo cai mas não dá o braço a torcer.


Louremar via abordagem policial

sábado, 26 de novembro de 2011

No Maranhão PMs e bombeiros mantêm a greve e Exército vai às ruas

´JornalPequeno POR OSWALDO VIVIANI e JULLY CAMILO


Policiais militares e bombeiros do Maranhão entram hoje no terceiro dia de paralisação sem perspectiva à vista de acordo com o governo. 

Aproximadamente 2 mil grevistas seguem ocupando a sede da Assembleia Legislativa do estado. Hoje (25), depois de uma noite em que a capital maranhense viveu uma onda de boatos sobre arrastões, 350 homens do 24º Batalhão de Caçadores (BC), comandado pelo tenente-coronel Flávio Botelho Peregrino, saíram às ruas de São Luís, somando-se aos perto de 300 da Força Nacional que já estão no estado. Ao meio-dia, o secretário de Segurança Pública Aluísio Mendes informou que o comando operacional do policiamento do estado passa a ser do Exército, até o fim da greve.

Foto: G. Ferreira
Homens do Exército atuam no policiamento da Praça João Lisboa

Homens do 25 BC, de Teresina (PI), devem chegar à capital maranhense, nos próximos dias, para reforçar o contingente do Exército. Hoje, os soldados se espalharam em quatro subáreas da cidade, patrulhando praças, rotatórias, terminais de ônibus, rodoviária, aeroporto e outros locais de grande aglomeração, como a Feira do Livro, que começou hoje na praça Maria Aragão.

O 50º Batalhão de Infantaria da Selva (BIS), de Imperatriz, e militares da Aeronáutica – sediados em Alcântara – também foram convocados para atuar na segurança do estado. A Aeronáutica fornecerá homens para auxiliar nas operações do aeroporto Marechal Hugo da Cunha Machado, de São Luís.
 
Movimento continua – Apesar da decretação de ilegalidade da greve dos policiais militares e bombeiros do estado, na quinta-feira (24), pelo Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA), cerca de 2 mil grevistas continuam acampados na sede da Assembleia Legislativa, no Sítio do Rangedor.
A direção da Associação dos Servidores Públicos Militares do Maranhão (Assepma) e o comando de greve informaram que ainda não foram notificados oficialmente sobre qualquer decisão da Justiça, no que se refere a multas por descumprimento da decisão ou sobre o pedido de prisão dos líderes do movimento.

Segundo o cabo PM Roberto Campos Filho, diretor da Assepma, os manifestantes só souberam pela imprensa da decisão proferida pelo desembargador Stélio Muniz, em resposta a ação protocolada pelo governo do estado. O policial disse que a categoria está apenas reivindicando um direito pertinente e justo, que não tem sido respeitado pela governadora Roseana. 

“Ela deveria sentar com as corporações e negociar, mas, ao contrário, acha que pode retaliar e intimidar o movimento chamando a Força Nacional e o Exército.

O bloqueio que fizemos na porta da Assembleia na noite de quinta-feira (24), foi porque soubemos que o exército estava vindo até aqui para prender os líderes da greve, e isso não vamos aceitar”, disse o cabo Campos.

Os militares em greve reivindicam reajuste salarial de 30%; melhores condições de trabalho; reestruturação do plano de carreiras e redução da carga horária de 72 para 40 horas.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Natal - RN: Policiais militares realizam protesto pela morte de policiais no desfile de 7 de Setembro

As entidades representativas dos policiais e bombeiros militares, entre elas a Associação dos Cabos e Soldados da PM/RN, realizam nesta quarta-feira, durante o Desfile de 7 de Setembro, um protesto pela morte do Cabo Osmar e de mais 11 policiais no decorrer de 2011.

De acordo com a assessoria de imprensa da associação, fitas pretas serão utilizadas as fardas por policiais e bombeiros para demonstrar o luto pelos companheiros mortos. A maior parte desses policiais foram mortos em serviço ou realizando algum bico para complementar a renda familiar, como o Cabo Osmar, morto segunda-feira (5), em confronto com bandidos ao realizar um trabalho extra-PM.

TribunadoNorte