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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

João Pessoa - PB: Policial militar sequetrado reage, mata um, fere outro e prende terceiro bandido com ajuda de seguranças




Um sequestro relâmpago de um policial militar, que estava à paisana, terminou com um criminoso morto, outro ferido e um terceiro preso no final da manhã desta quarta-feira (18). A ação ocorreu em frente à uma agência do banco Santander, no retão de Manaíra (orla marítima de João Pessoa). A avenida Flávio Ribeiro Coutinho foi interditada para tráfego de veículos.
De acordo com informações repassadas pelos policiais, o cabo PM estava chegando a um estabelecimento comercial na mesma avenida onde ocorreu o crime, quando foi surpreendido por três assaltantes.Eles entraram no veículo da vítima e o obrigaram a entregar o cartão do banco e a senha, para que pudessem realizar saques.
Dois deles ficaram com a vítima dentro do veículo. O terceiro entrou na agência para fazer os saques. O policial ao perceber a distração dos bandidos reagiu ao sequestro relâmpago, matou um, feriu outro e, com ajuda de seguranças da agência, conseguiu prender outro bandido.
O assaltante ferido gravemente, com um tiro na cabeça, foi encaminhado para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa. O estado de saúde ainda não foi divulgado.
Gemol fazendo a remoção do corpo
Foto: Gemol fazendo a remoção do corpo
Créditos: Cris Lima
Ferido (à esquerda) e morto
Foto: Ferido (à esquerda) e morto 
Créditos: Emerson Machado

Fonte: Portalcorreio

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

PARAÍBA: Cabo da PM é exonerado por integrar quadrilha de assaltantes


Cabo expulso repassava os passos da polícia; ele é suspeito de tentar matar três colegas que investigaram o caso.

O cabo da Polícia Militar da Paraíba, Natanael Virgínio da Rocha Júnior, 33 anos, foi expulso da corporação, segundo publicação do Diário Oficial, da última terça-feira, por integrar uma quadrilha de assaltantes de bancos. De acordo com a Corregedoria Administrativa da PM, ele foi apontado como informante do bando e recebia até R$ 5 mil por cada informação repassada aos criminosos.
Ele também é suspeito de tentar matar três policiais militares que participaram das investigações. Em um ano e sete meses, 21 processos administrativos foram instaurados contra PMs, sendo que 10 deles terminaram em expulsão e os demais continuam em andamento.
Conforme o major Ronaldo Marques Batista, corregedor administrativo da PM, o Ministério Público (MP), as polícias Civil e Militar de Mamanguape iniciaram as investigações no ano passado e entregaram o processo, contendo várias provas contra o acusado, à Corregedoria Administrativa.
“Diante dos autos do processo jurídico do Ministério Público, nós abrimos um processo administrativo, onde foi formado um conselho disciplinar, que comprovou fortes indícios de participação do policial em uma organização criminosa e decidiu pela sua exclusão da corporação”, frisou.

Sobre a função de informante de bandidos, o major afirmou: “Foram entregues gravações contendo várias declarações que confirmaram o seu envolvimento nas ações criminosas”. Em relação à suspeita de tentar matar colegas, o corregedor disse que estão sendo investigadas.

Grupo agia na região de Mamanguape


De acordo com a polícia, a quadrilha agia assaltando agências bancárias e dos Correios, na região de Mamanguape e do Litoral Norte do Estado. Era formada por cerca de 15 pessoas. “Natanael informava aos outros integrantes do grupo a localização da polícia e das viaturas e faturava por cada informação”, contou o major Ronaldo Marques.

Segundo o major, outras sete pessoas que integravam a quadrilha estão presas, em Natal (RN), na Penitenciária Flósculo da Nóbrega (Presídio do Róger), em João Pessoa, e no Presídio de Mamanguape. O major Ronaldo Marques não soube informar o nome dos presos e nem há quanto tempo o grupo agia na região.

Apesar das provas, responde em liberdade
Segundo a Corregedoria Administrativa, Natanael Virgínio teve direito à defesa, mas o conselho disciplinar entendeu que as provas contra ele eram evidentes e muito fortes, infringindo como conduta negativa para a corporação. “Toda conduta incompatível com a condição de um policial militar, seja ela abuso de poder, corrupção, faltas ao trabalho, gera processo administrativo, que conforme suas provas pode acabar em desligamento da corporação”, observou o major Ronaldo Marques. Segundo o major, até o momento, Natanael responde ao processo em liberdade.
A reportagem entrou em contato com o delegado Francisco Marinho, responsável pelo inquérito policial no início das investigações, para saber se será expedido um mandado de prisão contra o acusado. No entanto, o delegado informou que o caso foi repassado ao gerente da Polícia Civil Metropolitana de João Pessoa, Wagner Dorta, que não atendeu as ligações.

Cabo Natanael tinha 13 anos de serviço

De acordo com a Corregedoria Administrativa da PM, o cabo ainda pode recorrer à decisão com a Procuradoria-Geral do Governo do Estado. A reportagem não conseguiu entrar em contato com Natanael Virgínio. O policial tinha 13 anos de PM e estava lotado no 12º Batalhão de Polícia Militar de Mamanguape. 




*FONTE: Portalcorreio